IDEAL DE AMOR
Odeio aquelas almas onde encontro escrita
Uma frase que um outro antes de mim viveu...
dentro de um grande amor o amor próprio se irrita
Encontrando umromance que não seja o seu...
Quero uma alma que seja inteiramente pura,
Simples, e onde não haja escrita uma só linha,
Onde eu possa ir deixar um poema de ventura
Àquela que procuro e que há de ser só minha...
Quero um amor de eóísta, todo meu, inteiro,
E que não haja um vestígio de afeição sequer!
Se para ele eu não for o seu sonho primeiro,
Desde já renuncio a outro lugar qualquer...
Somente assim desejo e quero ser amado,
E um grande amor somente assim posso sentir,
Hei de ser seu presentye, hei de ser seu passado
E a glória eternal que dure o seu porvir...
Para um perfeito ideal... para encher minha vida...
Ser toda a minha crença em meu viver de ateu;
Não quero a alma que foi por outro amor possuída,
Nem quero aquele amor que um dia não foi meu!
Quero o amor em botão, fechado... Pequenino...
Que ao calor do meu beijo há de florir então,
Para ser a razão do meu próprio destino
E a grandeza imortal da minha inspiração!...
@ @ @
(Poema de Francisco de Assis Silva)
Uma frase que um outro antes de mim viveu...
dentro de um grande amor o amor próprio se irrita
Encontrando umromance que não seja o seu...
Quero uma alma que seja inteiramente pura,
Simples, e onde não haja escrita uma só linha,
Onde eu possa ir deixar um poema de ventura
Àquela que procuro e que há de ser só minha...
Quero um amor de eóísta, todo meu, inteiro,
E que não haja um vestígio de afeição sequer!
Se para ele eu não for o seu sonho primeiro,
Desde já renuncio a outro lugar qualquer...
Somente assim desejo e quero ser amado,
E um grande amor somente assim posso sentir,
Hei de ser seu presentye, hei de ser seu passado
E a glória eternal que dure o seu porvir...
Para um perfeito ideal... para encher minha vida...
Ser toda a minha crença em meu viver de ateu;
Não quero a alma que foi por outro amor possuída,
Nem quero aquele amor que um dia não foi meu!
Quero o amor em botão, fechado... Pequenino...
Que ao calor do meu beijo há de florir então,
Para ser a razão do meu próprio destino
E a grandeza imortal da minha inspiração!...
@ @ @
(Poema de Francisco de Assis Silva)
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